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Férias na Jamaica, uma experiência única
Jamaica
Que há para ver e para fazer na Jamaica, a grande questão que se coloca.
Nada mas, ao mesmo tempo muita coisa.
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Simplesmente um país das Caraíbas de clima quente, muita natureza, praias paradisíacas e um povo bastante animado, mas algo diferente dos destinos mais populares entre nós como, por exemplo a Republica Dominicana ou Cuba.
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A Jamaica denota grande influência dos principais mercados turísticos do país, o americano e o canadiano, algo que leva ao inflacionamento exagerado dos preços praticados, especialmente se o comerciante jamaicano vê a pulseirinha do all inclusive que a maioria dos turistas usa.
O que aparentemente parece ser, ou seja, a necessidade de ao bom estilo americano comprar os funcionários com gratificações, não o é.
Depois de conquistarmos a confiança do pessoal, eles acabam por ser bastante prestáveis, bons amigos e juntos acabamos por dar umas boas gargalhadas, tornando a nossa estada neste país das Caraíbas simplesmente inesquecível.
Descoberta em 4 de Maio de 1494, da Xaymaca habitada pelos Tainos, e dominada pelos espanhóis até 1655, notam-se poucas ou nenhumas influências espanholas neste país.
Da ocupação inglesa a influencia mais patente é a condução pela esquerda, mas com adaptações jamaicanas.
Um guia divertidíssimo bastante cuidadoso com o seu Honda todo “artilhado” refere-se à condução na Jamaica como um “Salve-se quem puder” –  “This is Jamaica, it is free style driving” “Yeah Mon”. Cerca de 150 quilómetros de Negril a Runaway Bay de condução nocturna onde os máximos estão permanentemente ligados, apita-se à polícia e ultrapassa-se de qualquer forma, ilustram bem a forma de conduzir na Jamaica.
Depois de 12 horas de viagem e um dia passado no resort, planeando as actividades para a semana, seguiu-se para começar a ida a Nine Miles, local onde nasceu aquele que é, sem dúvida, o herói nacional – Bob Marley. Na companhia de Martin, um guia particular que nos acompanhou nalgumas das nossas visitas (ninguém quis arriscar a conduzir na Jamaica), cerca de 1 hora de condução por estradas algo estreitas e acidentadas, envoltas numa vegetação simplesmente magnifica. Pelo caminho algumas localidades onde pudemos observar o comércio local assim como algumas casas bastante precárias.
Uma diferença cultural relativamente a nós – Aqui poucos são os cemitérios, quando alguém morre é sepultado no terreno do local onde viveu, daí ser bastante comum vermos campas nos terrenos anexos às casas.
Conversa atrás de conversa com a música ambiente a cargo de Bob Marley & The Waillers chegamos a Nine Miles. À entrada da aldeia a escola Cedella Booker, escola que a Mãe de Bob Marley ajudou a construir.
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No Mausoléu Bob Marley um Guia super carismático acompanhou-nos na visita, explicando todos os pormenores, cantando uma canção de Bob Marley acompanhando pelo tocador de banjo que, segundo ele foi o primeiro músico a acompanhar aquele que melhor divulgou o reggae, o movimento rastafári e a Jamaica. De salientar à entrada do mausoléu uma bandeira Portuguesa ao lado da bandeira da Jamaica, afinal, apesar de pequenos somos lembrados em alguns locais.
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Terminada a visita ao Mausoléu regressamos à estrada principal, seguindo na direcção de Negril, não antes sem uma pequena paragem para almoço num dos tradicionais Jerk Centers.
Frango Grelhado (Chicken Jerk) acompanhado com um super saboroso pão foi a escolha para o almoço e mais uma vez ficou provado que as opções mais tradicionais são sempre as melhores – simplesmente espectacular.
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Próxima paragem, Montego Bay onde visitamos uma das praias privadas, e paramos na rua mais turística para um copo. Impressionante a presença de imagens de Bob Marley em todos os locais, levando-nos a pensar que não se trata apenas de utilizar a imagem do maior cantor reggae de todos os tempos como atracão turística, Bob Marley é herói nacional para este povo.
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Antes de chegarmos a Negril, mais uma paragem, desta vez num clube de praia, Margaritaville onde recuperamos energias e seguimos até ao mais famoso local de Negril – o Rick’s Café.
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No Rick’s Café os saltadores animavam o publico na recolha das gorjetas para o salto do dia. Após muita conversa, muita exibição e após reunirem a quantia pretendida chegou a hora do tradicional salto para a água de cerca de 30 metros.
O por do sol aqui, simplesmente único, um verdadeiro espectáculo de contrastes e cores à medida que vai baixando até desaparecer por completo.
Para o terceiro dia uma excursão – A escolhida era uma de meio dia de “Rafting” mas a meio do caminho e, apesar de constarmos na lista que a Guia tinha, verificamos que não era a excursão que tínhamos escolhido – No problem!, Yeah Mom – Decidimos ir nesta excursão que, ao contrário da inicialmente escolhida que era meio-dia, era o dia completo.
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Primeira paragem – Sumerset Falls – Mais um verdadeiro hino à natureza, um local magnifico onde uma queda de agua é a principal atracção. Um pequeno passeio de barco ao interior de uma gruta por detrás da principal queda de água faz as delícias dos visitantes.
 
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Seguiu-se Blue Lagoon em Port António onde num passeio de barco contemplamos a magnifica lagoa e as magnificas mansões construídas sob o mar.
 
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Próxima paragem – Frenchman’s Cove, mais um local a não perder na Jamaica. Para aqui estava programado o almoço servido em plena praia, seguindo-se tempo livre para contemplar toda a beleza natural de Frenchman’s Cove assim como para alguns mergulhos no mar ou na nascente de água doce.
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Seguiu-se o regresso ao hotel não sem antes efectuarmos algumas paragens pelo caminho, uma das quais numa banca de fruta à beira da estrada para provarmos os cocos jamaicanos.
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O tempo passou a correr, infelizmente não deu para visitar tudo conforme inicialmente planeado, há que dedicar um dia pelo menos ao hotel cuja magnífica praia é algo a não perder ou a magnifica piscina.
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Dunn’s River Falls, as mais espectaculares quedas de água da Jamaica é outro dos locais a não perder por nada.
O mercado livre em Ocho Rios, onde aproveitamos para comprar o tradicional artesanato e as recordações para os amigos foi outro dos locais que nos agradou bastante. Negociar o preço dos artigos, ver os artistas a trabalharem as suas obras, ser abordado praticamente por todos os comerciantes para que visitássemos os “estabelecimentos”, enfim, experiências fantásticas.
Conseguimos visitar bastantes locais, muitos ficaram por descobrir, faltou-nos o famoso Black River ou Kingston, a Capital da Jamaica, mas se víssemos tudo não haveria razão para voltar.
Visitar a Jamaica é sinónimo de umas férias divertidas, com bom tempo e muitas razões para repetir a experiência.
Como é habitual, fizemos alguns amigos e terminamos as férias apaixonados por este país que Cristovão Colombo descreveu como “a mais bela ilha jamais contemplada”
 
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