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Líbia

Na antiguidade, a costa líbia foi habitada por vários povos, entre os quais os berberes, os fenícios, os cartagineses e os gregos.

Atingiu o seu apogeu por volta de 190 d.C. , quando Septimus Severus, natural de Leptis Magna, se tornou Imperador de Roma, patrocinando o seu engrandecimento em grande estilo.

Com o declínio do império romano chegaram as invasões de bárbaros e vândalos que acabaram com todo o esplendor adquirido, até esta zona ser incorporada no Império Bizantino, no século IV da Era Cristã.

Durante o século VII, e ao expandirem-se pelo norte de África, os árabes conquistaram e converteram toda esta zona ao islamismo. O território caiu sob domínio do Império Turco-Otomano em 1517 e assim permaneceu até 1911 quando foi invadido pelos italianos, que se mantiveram no local até serem expulsos pelas tropas inglesas em 1943.

Depois da guerra, a Líbia ficou sob o mandato das Nações Unidos até que, em 1951, se tornou independente. Depois da sua admissão na Liga Árabe, a Líbia firmou acordos para a implementação de bases estrangeiras no seu território, chegando a haver a concessão de bases militares e aéreas aos norte-americanos. A influência económica dos Estados Unidos e do Reino Unido, autorizados a manter tropas no país, tornou-se cada vez mais poderosa. No entanto a descoberta de reservas de petróleo mudou completamente a fisionomia do país, que exigiu a retirada das forças estrangeiras do seu território, provocando graves conflitos políticos com estas duas potências e com o Egipto.

Em 1969, num golpe militar liderado pelo coronel Muammar al-Gaddafi, foi deposta a monarquia e instalada uma ditadura militar, a Jamahiriya. O Conselho da Revolução (o órgão governamental do novo regime) é liderado por Gaddafi e implementou uma série de reformas radicais com vista à partilha do produto da riqueza do país, expulsando os militares estrangeiros e decretando a nacionalização das empresas, dos bancos e dos recursos petrolíferos, quebrando as ligações que a Líbia mantinha com o Ocidente e com as suas companhias petrolíferas.

A tradição islâmica e o nacionalismo extremo tornaram-se então a ideologia do Estado, que redistribuiu as riquezas com a construção de auto-estradas, escolas e hospitais, devolvendo, em teoria, o poder aos líbios, através dos seus Comités Populares.

O governo patrocina uma série de atentados terroristas em nome do apoio à causa palestina, fazendo com que a tensão que existia com os Estados Unidos crescesse, tendo estes últimos impostos sanções económicas à Líbia e congelando os capitais líbios nos seus territórios.

Para retirar o país do isolamento diplomático, e desde 1990, o chefe líbio dispôs-se a melhorar o relacionamento com as potências ocidentais e com as nações vizinhas.

Em fevereiro de 2011, manifestações contra o governo de Muammar al-Gaddafi provocaram a morte de dezenas de civis. Os protestos tomaram conta de boa parte do país, incluindo a capital Trípoli. Em 27 de fevereiro, as diferentes fações da oposição líbia formaram o Conselho Nacional de Transição para administrar as áreas do país controladas por opositores e também para iniciar uma luta formal para derrubar o então regime líbio. Em março, a França foi o primeiro país a reconhecer a legitimidade da organização, seguindo-se outros países.

Utilizando de sua superioridade militar, as forças pró-Gaddafi empurraram os rebeldes até a região leste da Líbia e cercaram a cidade de Bengazi, que havia se tornado o centro da rebelião.

Em julho de 2011, o Conselho Nacional de Transição foi reconhecido pela ONU como o novo governo líbio.

Em agosto, forças rebeldes, apoiadas pela OTAN, avançaram sobre a capital Trípoli. A cidade caiu após 8 dias de violentos combates. Militantes da oposição continuaram avançando em direção ao oeste do país, tomando várias cidades, incluindo Bani Walid. Em Sirte, onde Muammar Gaddafi e suas tropas remanescentes estavam entrincheiradas, os rebeldes travaram uma das últimas batalhas da guerra. Depois de quase um mês de combates, a cidade caiu e o ditador acabou sendo morto.

A "libertação" da Líbia foi oficialmente proclamada em 23 de outubro de 2011.

Com a derrocada de Muammar Gaddafi do poder, após 40 anos de governo, e com o fim da guerra civil, o país passou a ser oficialmente uma república parlamentarista.

Em 7 de julho de 2012, os líbios votaram nas suas primeiras eleições parlamentares desde o fim do regime de Gaddafi. Em 8 de agosto de 2012, o Conselho Nacional de Transição entregou oficialmente o poder ao eleito Congresso Geral Nacional, que foi encarregado da formação de um governo interino e a elaboração de uma nova constituição, a ser aprovada em um referendo em geral.

Em 25 de agosto de 2012, no que "parece ser o ataque sectário mais flagrante " desde o fim da guerra civil, homens não identificados demoliram uma mesquita sufista com sepulturas, em plena luz do dia e no centro da capital líbia, Trípoli.

Esta foi a segunda destruição de um local sufista em dois dias. Em 11 de setembro de 2012, o ataque de Benghazi ocorreu, quando militantes islâmicos foram capazes de atacar com sucesso o consulado dos Estados Unidos na cidade para matar o embaixador, J. Christopher Stevens.

Em 7 de outubro de 2012, o primeiro-ministro eleito da Líbia, Mustafa A. G. Abushagur saiu do poder, após falhar a aprovação parlamentar para um novo gabinete.

Em 14 de outubro de 2012, o Congresso Nacional Geral elegeu o advogado de direitos humanos Ali Zeidan como seu primeiro-ministro designado. Zeidan foi empossado após seu gabinete ser aprovado pelo CNG.

Em 25 de março de 2014, o governo líbio abriu o debate sobre a restauração da monarquia no país. "A restauração da monarquia é a solução que irá garantir o retorno à segurança e estabilidade. Contatos já foram feitos e estamos em contato com dignitários e chefes tribais na Líbia e também com o neto do rei Al-Senussi, o Príncipe Mohamed , que mora no exterior " , disse o ministro das Relações Exteriores da Líbia , Mohamed Abdelaziz, durante a reunião.[40] A partir de janeiro de 2014, a ilegalidade, as questões de segurança e o partidarismo regional permanecem como importante e aparentemente cada vez maior problemas para o governo interino atual do país.

Em 16 de maio de 2014, o general líbio aposentado Khalifa Haftar lançou um ataque aéreo e terrestre em Benghazi, visando grupos militantes islâmicos entrincheirados dentro da cidade. Este ataque foi feito sem qualquer autorização do governo central. Em 18 de maio de 2014, em Trípoli, o edifício do parlamento foi invadido por tropas leais a Haftar, no governo líbio descreveu como uma tentativa de golpe de Estado.

Com a esperança de sufocar a violência e desarmar a luta pelo poder com o general Haftar, a comissão eleitoral anunciou, em 20 de maio de 2014, que eleições parlamentares seriam realizadas em 25 de junho do mesmo ano.

 
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