Férias nas Aldeias Históricas de Portugal

Aldeias Históricas de Portugal

Sem dúvida um dos melhores roteiros de férias na região centro de Portugal

AHP

Com construção em granito e xisto, as aldeias históricas guardam histórias de conquistas e tradições antigas e surpreendem qualquer visitante pelas paisagens espetaculares, pelo património e pela simpatia dos seus habitantes.

Aldeias Históricas de Portugal

Erguidas em pontos estratégicos no alto de serras junto à fronteira permitindo assim grande vantagem defensiva dos invasores, estas aldeias históricas distinguem-se pelas imponentes torres dos seus castelos medievais.

Ao longo dos seus 900 anos de histórias, foram palco de várias batalhas entre Mouros e cristãos, castelhanos e portugueses, onde todos tentaram conquistá-las para si, com cada uma das aldeias a guardar uma história muito antiga ou uma lenda para contar.

As Aldeias Históricas de Portugal são doze no total e todas elas de beleza única e situam-se na região centro de Portugal, nos distritos de Castelo Branco, Guarda e Coimbra. São elas Almeida, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha, Belmonte e Trancoso.

 

As Doze Aldeias Históricas de Portugal

 

Piódão

Piódão

Visitar Piódão é uma experiência única e bastante gratificantes que vai muito para além do espetacular cenário desta aldeia que lembra um presépio pela forma harmoniosa que as suas casas se encontram dispostas em anfiteatro.

Até aqui chegar, não há visitante que não fique verdadeiramente apaixonado pelos espetaculares e deslumbrantes cenários encontrados ao longo da serra do Açor, onde predominam nascentes de água, campos de pasto e magnificas casas construídas em xisto.    

O xisto, material abundante nesta região de Portugal,  é a principal característica deste belo “presépio vivo de tamanho real” que ganha cor e atmosfera especial durante a noite com as luzes acesas.

Vale a pena percorrer calmamente as ruas estreitas e sinuosas de Piódão e contemplar as várias casas que, tal como o chão das ruas são de xisto, formando uma mancha uniforme de tons negros só interrompida pelo azul forte da tinta azul utilizada nas janelas e portas de algumas casas.

Esta nota de cor dissonante deve a sua origem a um fator prático pois conta-se que a única loja que fornecia a população só tinha tinta azul e dado o isolamento da aldeia não era fácil para as pessoas deslocarem-se a outro local. Foi na realidade o isolamento e as dificuldades de deslocação que preservaram intactas as características desta antiquíssima povoação.

Do conjunto das pequenas casas de dois pisos destaca-se a igreja matriz dedicada a Nossa Senhora da Conceição, caiada de branco, com os seus singulares contrafortes cilíndricos, que a população erigiu no início do séc. XIX com os seus ouros e dinheiro.

Dada a sua localização escondida nas faldas da serra, noutros tempos Piódão foi abrigo ideal para foragidos da Justiça, pensando-se que aqui se terá escondido um dos assassinos de D. Inês de Castro, que conseguiu fugir à fúria de D. Pedro I (séc. XIV).

Aldeia histórica sem protagonismo na História de Portugal, Piódão tornou-se conhecida em tempos mais recentes pela sua posição cenográfica encastelada na serra do Açor, motivo de sobra para merecer uma visita.

 

Onde Ficar em Piódão:

 

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Linhares da Beira

Linhares da Beira

Situada na vertente ocidental da Serra da Estrela, esta aldeia medieval do século XII possui uma diversidade arquitetónica e artística ímpar, fruto do legado de várias épocas.

Em 1169, recebeu o seu primeiro foral, atribuído por D. Afonso Henriques. Mas só mais tarde, no reinado de D. Dinis, foi erigido o seu imponente Castelo, ex-líbris da aldeia e principal cartão de visita nos nossos dias.

Linhares da Beira terá tido origem num castro lusitano. Os Montes Hermínios (Serra da Estrela), com a sua abundância de água e pastagens era um dos locais habitados por esta tribo ibérica, de que muitos portugueses se consideram descendentes. O linho, que foi uma das culturas importantes da região, estará na origem do nome Linhares, literalmente campo de linho.

Um passeio pela povoação revela um harmonioso conjunto urbano cheio de encanto, onde as casas simples construídas em granito convivem com alguns solares que preservam sinais de uma nobreza antiga. O olhar atento descobrirá ainda muitas janelas do séc. XVI. A igreja matriz, de raiz românica, mas reconstruída no séc. XVII, guarda três valiosas tábuas atribuídas ao grande Mestre português Vasco Fernandes (Grão Vasco). Uma rústica tribuna elevada sobre um banco em redor de uma mesa de pedra constitui exemplar único de fórum medieval donde se anunciavam à população as decisões comunitárias. É aqui que se pode ver as armas da antiga vila. Ao lado, destaca-se o pelourinho quinhentista em granito, rematado pela esfera armilar.

O conjunto da aldeia é encimado pelo vigoroso castelo que acompanha a geologia do terreno sobre um enorme monte rochoso, donde se abrange uma panorâmica espetacular. Duas grandes torres ameadas erguem-se junto dos ângulos da cerca, uma postada a oriente, outra a ocidente. No terreiro são ainda visíveis restos de antigas cisternas.

Onde Ficar em Linhares da Beira:

 

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Trancoso

Trancoso

Erguida num planalto a 870 metros de altitude, Trancoso é uma vila medieval de ruas estreitas e casas de pedra, estrategicamente protegida por imponentes muralhas.

A localização fez com que Trancoso fosse, durante a idade média, um dos pontos estratégicos fundamentais na defesa da fronteira com Espanha.

A imponente Porta d'El Rei, entrada principal nas muralhas, é uma homenagem a D. Dinis que aqui celebrou o seu matrimónio com Isabel de Aragão, em 1282, na Ermida de São Bartolomeu. D. Dinis ofereceu a vila à Rainha Santa em dote e instituiu a feira franca, na origem da grande Feira de Trancoso que ainda acontece a partir de 15 de Agosto, dia da padroeira Nossa Senhora da Fresta.

O labirinto de ruas de pedra leva-nos ao centro da vila onde se encontra o Pelourinho, no cruzamento entre a Vila Velha e a Vila Nova.

Na parte mais antiga situa-se o Castelo muito disputado entre mouros e cristãos e conquistado definitivamente pela força de D. Afonso Henriques em 1160, e a Igreja de São Pedro, onde descansa para a eternidade o misterioso Bandarra (1500-45), um sapateiro poeta que profetizou a perda da independência de Portugal em 1580 e a sua restauração em 1640.

Foi na Vila Nova que a população se estabeleceu. No séc. XV existiu aqui uma importante comunidade judaica que muito contribuiu para o desenvolvimento do comércio. A memória dessa época permanece na arquitetura das casas com duas portas (uma larga, de entrada na loja, e outra estreita, com acesso à área de residência) e na Casa do Gato Negro (no Largo Luís de Albuquerque), um dos edifícios mais emblemáticos da vila identificado como sendo a antiga sinagoga e residência do rabino.

Aqui também viveu o Magriço, um dos Doze de Inglaterra, protagonista de um episódio histórico entre Portugal e Inglaterra no séc. XIV. Foi ainda nesta vila que, em 1809, o General Beresford montou um quartel general quando esteve em Portugal como aliado contra as invasões napoleónicas. Cinco anos depois, Beresford seria agraciado com o título de primeiro Conde de Trancoso.

A 29 de Maio comemora-se a Batalha de São Marcos (1385), percursora da grande vitória da Batalha de Aljubarrota contra Castela, onde D. João I defendeu e consolidou a independência portuguesa. Nesse dia distribui-se pão e laranjas às crianças no planalto de São Marcos onde se travou a batalha porque segundo a tradição os portugueses terão deixado os castelhanos a "pão e laranjas".

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Marialva

Marialva

Outra mas magnificas aldeias históricas de Portugal, Marialva goza de uma localização única, sobre penhascos de difícil acesso, situados na margem esquerda do rio Alva.

Em virtude da sua localização estratégica e de difícil acesso, Marialva foi uma praça bastante importante na idade média que entrou em declínio na altura em que as batalhas passaram a ser feitas com armas de fogo.

Marialva é uma povoação de raízes muito antigas, que já era habitada no séc. VI a. C. pela tribo dos Aravos sendo posteriormente ocupada por Romanos, Suevos e Árabes que se instalaram no seu castro defensivo.

Terá sido Fernando Magno, rei de Leão, que reconquistou Marialva em 1063, quem lhe deu nome de Malva, mais tarde Marialva. Também se conta que o rei de Portugal, D. Afonso II teria doado a povoação em 1217 a uma sua apaixonada, D. Maria Alva, que estaria na origem do nome da aldeia.

O castelo foi reedificado por D. Sancho II de Portugal, cerca do ano 1200, sobre as ruínas do castro romanizado. É um dos maiores da região, oferecendo hoje um magnífico panorama sobre a Serra da Marofa e a região envolvente.

Calçadas medievais ladeadas de paredes e de portas góticas conduzem a um pequeno largo onde se encontra um elegante pelourinho todo em granito, do séc. XV, a antiga cadeia e o tribunal. A igreja matriz, com um portal manuelino, é dedicada a Santiago e data do séc. XVI.

Antiga rota de peregrinos, Marialva ainda celebra no dia do Apóstolo (25 de Julho), a feira anual de Santiago.

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Castelo Rodrigo

Castelo Rodrigo

Situada no topo de uma colina, a pequena aldeia de Castelo Rodrigo domina o planalto que se estende para Espanha, a leste, até ao vale profundo do Douro, a norte.

Fundada por Afonso IX de Leão, esta aldeia foi doada ao conde Rodrigo Gonzalez de Girón, que a repovoou e lhe deu o nome de Castelo Rodrigo. Com o Tratado de Alcanices, 1297, Castelo Rodrigo passou para a coroa portuguesa.

A pequena aldeia de Castelo Rodrigo conserva ainda marcas de alguns episódios de disputa territorial. O primeiro deu-se menos de cem anos após a sua integração em Portugal, durante a crise dinástica de 1383-1385. D. Beatriz, única filha de D. Fernando de Portugal estava casada com o rei de Castela. Por morte de seu pai, e com a sua subida ao trono, Portugal perderia a sua independência a favor de Castela. Castelo Rodrigo tomou partido por D. Beatriz, mas D. João, Mestre de Avis veio a vencer os castelhanos na Batalha de Aljubarrota, em 1385 e por esse feito foi coroado rei de Portugal com o nome de D. João I.

Como represália pelos senhores de Castelo Rodrigo terem tomado o partido por Castela, o novo rei ordenou que o escudo e as armas de Portugal fossem representados em posição invertida no seu brasão de armas.

Mais tarde, no Século XVI, quando Filipe II de Espanha anexou a Coroa Portuguesa, o Governador Cristóvão de Mora tornou-se defensor da causa de Castela, vindo a sofrer a vingança da população que lhe incendiou o enorme palácio em 10 de Dezembro de 1640 logo que lá chegou notícia da Restauração (ocorrida a 1 de Dezembro) , ficando desta história antiga as ruínas no alto do monte, junto ao castelo.

Lugar de passagem dos peregrinos que se dirigiam a Santiago de Compostela, contam as lendas que o próprio S. Francisco de Assis aqui teria pernoitado na sua peregrinação ao túmulo do Santo.

Aldeia bastante tranquila, Castelo Rodrigo é sempre um destino merecedor de uma visita atenta, não apenas pelas suas glórias passadas, como também pela sua beleza, pelo seu casario intramuros, pelo seu pelourinho manuelino e ainda pela comovente imagem de Santiago Matamouros guardada na igreja do Reclamador.

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Sortelha

Sortelha

Coroada por um castelo assente num formidável conjunto rochoso a 760 m de altitude, Sortelha mantém intacta a sua feição medieval na arquitetura das suas casas rurais em granito.

Fazia parte da importante linha defensiva de castelos fronteiriços, edificados ou reconstruídos na sua maior parte sobre castros das antigas civilizações ibéricas e o seu nome deriva da configuração do terreno em rochedos escarpados que envolvem a aldeia em forma de um anel (sortija, em castelhano), tendo as muralhas sido erguidas também em forma circular.

A entrada faz-se por uma porta gótica sobre a qual vê-se um balcão (Varanda de Pilatos), com aberturas (mata-cães) por onde se lançavam toda a espécie de projectéis contra os atacantes. Antes da entrada, merecem atenção um bonito pelourinho, rematado pela esfera armilar, símbolo de D. Manuel I e o edifício onde funcionaram os Paços do Concelho, ambos do tempo daquele rei. Na ombreira de uma outra porta, virada para poente, duas ranhuras na pedra representam medidas métricas (a maior, uma "vara" e a mais pequena um "côvado"), que serviam de aferição aos comerciantes medievais, num tempo em que os sistemas métricos não eram uniformizados.

Na igreja matriz, do séc. XIV, encontra-se um interessante trabalho do tecto hispano-árabe, e a talha dourada do altar-mor, acrescentada na época barroca.

O encanto desta aldeia reside na sua atmosfera medieval, onde as casas todas construídas em pedra de granito e geralmente de um só andar, se alicerçam na rocha e acompanham a topografia do terreno. Fora das muralhas cresceu uma outra aldeia moderna, infelizmente em moldes arquitetónicos desenraizados da tradição.

Em redor de Sortelha a paisagem tem a beleza rude das grandes pedras de granito e das matas de castanheiros que as acompanham. Na localidade de Casteleiro, na estrada para Belmonte, situava-se a estância medicinal das Águas Radium, que foram consideradas entre as mais radioativas do mundo. Poderá ainda fazer um saudável percurso a pé seguindo a antiga via romano-medieval, por onde passavam os peregrinos para Santiago de Compostela.

Duas interessantes vilas perfilam-se a cerca de 20 km de Sortelha merecendo, sem dúvida, uma visita: Belmonte, na direção do Poente e Sabugal, a Norte. Para Sudeste, os amantes de turismo verde têm à disposição na Reserva Natural da Serra da Malcata percursos para observação de flora e de fauna numa paisagem rica em relíquias de mata mediterrânica. O lince ibérico é o símbolo da Reserva. Criatura bastante fugidia e desconfiada, prefere o esconderijo das matas, pelo que será necessária muita perseverança para o ver.

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Monsanto

Monsanto

Nas planuras da Beira interior, entre o sopé da Serra da Gardunha e o rio Ponsul, que formam na sua geografia, clima e fauna a transição entre o Norte e o Sul de Portugal ergue-se sobre uma alta penedia a aldeia histórica de Monsanto.

Conta-se que a povoação terá resistido deste baluarte, durante 7 anos, ao cerco posto pelos romanos no séc. II a. C., feito que está na origem da Festa das Cruzes, que a aldeia comemora todos os anos, no dia 3 de Maio. No séc. XII D. Afonso Henriques doou a povoação conquistada aos Mouros à Ordem dos Templários, cujo Mestre em Portugal, Gualdim Pais mandou reconstruir o castelo.

A aldeia oferece das paisagens humanas mais interessantes que se podem encontrar em Portugal. O aglomerado vai-se desenvolvendo sobre a encosta do cabeço aproveitando pedregulhos de granito para as paredes das habitações e em alguns casos um único bloco de pedra forma o telhado, razão por que aqui se diz que as casas são "de uma só telha".

Alguns palacetes brasonados, portais manuelinos, a casa onde viveu e exerceu clínica o médico e escritor Fernando Namora, que aqui se inspirou para o seu romance "Retalhos da Vida de um Médico", acrescentam interesse ao passeio pelas ruelas íngremes. De entre o casario destaca-se a Torre de Lucano (séc. XIV) encimada por um galo de prata, troféu atribuído a Monsanto num concurso realizado em 1938 onde foi considerada a aldeia mais portuguesa de Portugal, pela autenticidade da sua cultura.

A difícil subida até ao castelo é largamente compensada por um dos mais deslumbrantes miradouros da região.

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Castelo Novo

Castelo Novo

Enquadrada no soberbo anfiteatro que forma a Serra da Gardunha, Castelo Novo surpreende pelos belos exemplares de casas senhoriais que foram propriedade de famílias nobres da região.

Ao seu castelo, edificado no s. XII e que sofreu grandes estragos com o terramoto de 1755, foi dado o nome de "novo", já que existia nas imediações um outro que foi abandonado por não possuir boas condições para a defesa do sítio. Assim se explica que a aldeia tenha tomado o nome de Castelo Novo.

No Largo da Bica o edifício medieval dos Paços do Concelho oferece à vista várias notas curiosas, nomeadamente um chafariz barroco (s. XVIII) adossado à frontaria de granito, encimado pelas armas do rei D. João V, que introduz uma nota algo dissonante na simplicidade medieva do edifício.

Por trás, como que sentinela protectora e atenta, a antiga torre de menagem do castelo, despojada das suas funções guerreiras, indica as horas à população da aldeia. De uma vida comunal que o tempo apagou subsiste a Lagariça, enorme lagar cortado na rocha onde durante séculos se pisou o vinho para os habitantes da aldeia.

Mesmo ao lado de Castelo Novo não deixe de visitar a bonita vila de Alpedrinha.

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Castelo Mendo

Castelo Mendo

Edificado no alto de um monte num ponto de defesa estratégica, sobre vestígios datados da Idade do Bronze e da época Romana, Castelo Mendo é uma aldeia histórica rodeada de muralhas reconstruídas no séc. XII por ordem de D. Sancho I rei de Portugal.

Em 1229, D. Sancho II mandou ampliar o castelo, e concedeu Carta de Feira à povoação, ordenando que esta se realizasse 3 vezes por ano. Foi esta a 1ª feira a realizar-se regularmente no reino de Portugal, tendo D. Dinis em 1281 ordenado que passasse a ser feira franca com periodicidade anual. Existe ainda na aldeia, o Alpendre da Feira no local em que a mesma se teria realizado.

O nome da povoação deve-se ao primeiro alcaide D. Mendo Mendes nomeado por D. Dinis no séc. XIV, sendo possível distinguir numa das paredes da antiga Casa da Cadeia uma escultura em pedra, que segundo a tradição popular representa o Mendo, e numa outra casa próxima a representação da Menda, sendo por isso designada Casa da Menda, que seria a esposa de Mendo.

A povoação rodeada de muralhas com seis portas medievais (a principal ladeada por 2 berrões), é constituída por casas simples em pedra, originalmente de dois andares, destinando-se o piso térreo ao gado, e o piso superior a habitação. As ruas extremamente estreitas, facilitavam a defesa da povoação que foi palco de lutas durante as guerras em que Portugal participou, especialmente aquelas que envolveram portugueses e espanhóis.

Recentemente a aldeia tem vindo a ser recuperada, readquirindo algumas das características originais, constituindo uma verdadeira viagem ao passado atravessar os muros que a circundam.

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Almeida

Almeida

Vila fortificada que vista do ar se assemelha a uma estrela de 12 pontas, tantas quantos os baluartes e revelins que rodeiam um espaço com um perímetro de 2500 metros, Almeida situa-se no distrito da Guarda, a escassos quilómetros da fronteira com Espanha.

Esta bela e espetacular vila fortificada foi edificada nos séculos XVII e XVIII ao redor de um castelo medieval, num local importantíssimo como ponto de defesa estratégico da região, uma vez que se situa num planalto a cerca de 12 quilómetros da linha de fronteira com Espanha, definida pelo Tratado de Alcanices em 1297, data em Almeida passou a ser portuguesa.

A vila histórica de Almeida é um dos melhores exemplares de fortificação abaluartada existente em Portugal, de que são características as muralhas em cantaria rodeadas por um vastíssimo fosso que dificultava a passagem dos invasores, os baluartes estrategicamente colocados que permitiam a observação de todo o território em redor, as três portas abertas em túnel e abobadadas, as portas falsas para enganar invasores, as casamatas subterrâneas que, dotadas de todo o tipo de serviços necessários à sobrevivência em caso de guerra, poderiam servir de abrigo a toda a população.

Ao longo da sua história, Almeida foi palco de várias batalhas, destacando-se as Guerras da Restauração (séc. XVII), em que os espanhóis foram definitivamente afastados do trono de Portugal, e as invasões francesas no séc. XIX em que esteve cercada durante um longo período pelas tropas napoleónicas, tendo o seu castelo e parte da muralha sido gravemente danificados pela explosão de uma enorme quantidade de pólvora armazenada nos paióis, o que provocou a sua rendição.

No interior da fortificação, vale a pena visitar o conjunto harmonioso do casario, e numerosos edifícios religiosos e civis espalhados por ruas estreitas que conservam a atmosfera de outros tempos.

O atual município de Almeida é o resultado da resulta da junção, no século XIX, de três municípios seculares: Almeida, Castelo Bom e Castelo Mendo, cujas antigas sedes são três vilas medievais fortificadas, de enorme interesse turístico, duas delas (Almeida e Castelo Mendo9 fazem parte das 12 aldeias históricas de Portugal.

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Belmonte

Belmonte

As ruas desta antiga povoação -o primeiro foral foi-lhe concedido por D. Sancho I em 1199- conduzem ao alto de um monte onde se ergue a massa granítica do antigo castelo.

Um documento datado de 1258 descreve as linhas desta construção: uma alta torre de menagem, muralhas e baluartes e a residência dos seus alcaides. Interrompendo a austera arquitetura defensiva, recorta-se no pano poente da muralha, uma elegante janela manuelina geminada que termina com a representação de um dos símbolos de D. Manuel, a esfera armilar, e o escudo dos Cabrais, com a representação de duas cabras. Esta ilustre família, tem como corolário dos seus heróis Pedro Álvares Cabral, descobridor do Brasil em 1500, que nasceu em Belmonte em 1467.

Junto do castelo encontra-se a pequena igreja romano-gótica dedicada a São Tiago. No interior, uma Pietá esculpida em granito e comovente na sua beleza rude integra-se harmoniosamente na simplicidade da arquitetura do templo. Um anexo à igreja abriga o panteão dos Cabrais, embora as cinzas de Pedro Álvares Cabral se encontrem na Igreja da Graça, em Santarém.

Em Belmonte fixou-se uma importante comunidade judaica, que aumentou substancialmente no séc. XV quando os Reis Católicos de Espanha publicaram o Édito de expulsão dos judeus em 1492, o qual viria a ser seguido pelo rei de Portugal em 1496. Durante esse período, muitos judeus vindos de Espanha estabeleceram-se nas localidades perto da fronteira, como foi o caso de Belmonte. As casas situavam-se, como era regra, fora das muralhas do castelo, no Bairro de Marrocos, onde ainda se vêem, gravados na pedra junto das portas, símbolos das profissões exercidas pelos membros da comunidade, como a tesoura que identifica o alfaiate.

Belmonte preserva o seu ambiente medievo tão exemplarmente quanto os judeus preservaram em segredo orações, tradições e costumes desde essa época até aos nossos dias mais tolerantes, que permitiram a abertura ao culto de uma nova sinagoga, Bet Eliahu.

Na estrada para a Guarda encontra-se à esquerda a Torre de Centum Cellas, curiosa construção de que ainda não se conhece ao certo a origem.

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Idanha-a-Velha

Idanha-a-Velha

A sucessão de ocupações de diferentes povos legaram a Idanha-a-Velha um valioso património histórico.

Quem visita a modesta aldeia atual e observa o seu ritmo pacífico terá dificuldade em imaginar que se encontra na antiquíssima e florescente Civitas Igaeditanorum romana que se situava na grande estrada peninsular que ligava Emerita (Mérida), a Braccara (Braga); na Egitânia, sede de bispado da época visigótica (s. VI-VII), que cunhou moeda de ouro para quase todos os reis visigodos, de Recaredo a Rodrigo; na Idânia muçulmana (s. VIII-XII) quando atingiu uma grande dimensão e era uma cidade rica, quase tão rica quanto Lisboa.

Depois foi o tempo das lutas entre cristãos e muçulmanos no primeiro século da nacionalidade portuguesa, quando D. Afonso Henriques a doou à Ordem dos Templários para seu repovoamento. D. Sancho I, seu filho, deu-lhe o primeiro foral em 1229, reconhecendo-lhe ainda a importância estratégica.

Com o tempo e a deslocação dos grandes eixos estratégico-militares foi perdendo a grandeza. Mas não perdeu a sua atmosfera de tempos passados, sendo como que um museu aberto para quem faz turismo com motivações culturais que aqui encontra para sua orientação um percurso devidamente assinalado.

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