Férias em Alcoutim, Algarve

Alcoutim

Localizado no extremo este do Algarve a poucos quilómetros de Espanha, Alcoutim é um destino de férias fascinante, rural e remoto. Um autêntico tesouro escondido no Algarve que garante umas férias tranquilas em qualquer época do Ano.

  Alcoutim

Em pleno meio rural, nas margens do Guadiana, Alcoutim é a combinação perfeita de história, natureza e tranquilidade.

Alcoutim

Ocupando uma superfície de 576,57 km² e com perto de 4.000 habitantes, Alcoutim é o Concelho menos povoado do Algarve. Subdivide-se em cinco freguesias: Alcoutim, Pereiro, Giões, Martin Longo e Vaqueiros, que são constituídas na sua totalidade por 106 núcleos populacionais, os famosos “montes”.

Alcoutim é o ponto de partida para a Via Algarviana, a famosa rota pedestre que atravessa o Algarve do Sotavento ao Barlavento e cobre uma área de 244 quilómetros que termina no Cabo de São Vicente em Sagres.

A presença do homem em Alcoutim remonta ao período Paleolítico mas foi no período Romano que Alcoutim ganhou importância, tornando-se numa importante via de penetração das rotas comerciais, que ligavam Portugal ao Mediterrâneo. Seguiram-se 500 anos de domínio islâmico, tendo posteriormente Alcoutim sido reintegrado no território português.

Alcoutim

Como chegar a Alcoutim

Alcoutim

Alcoutim situa-se a 92,7 quilómetros de distância de Faro, a 113 quilómetros da saída da A2 e a pouco mais de 40 quilómetros do litoral (Vila Real de Santo António).

O concelho é servido por dois eixos de estradas. Um no sentido norte-sul, a Estrada Nacional 122, que o liga a Mértola, a norte, e a Vila Real de Santo António, a sul; o outro, no sentido nascente-poente, a Estrada Nacional 124, que liga a sede de concelho a Martim Longo, Cachopo e Barranco do Velho, com ligação à antiga estrada do Algarve.

Os dois eixos cruzam-se a 6 quilómetros da vila de Alcoutim, nas chamadas Quatro Estradas. O troço que liga o cruzamento à vila é a Estrada Nacional 122-1.

Em junho de 2005, foi construído o IC 27, uma via rápida com ligação direta à EN 122, em Monte Francisco, para sul, e que, quando estiver concluída, ligará ao IP2, em Albernoa, a cerca de 15 quilómetros de Beja. Por enquanto, o IC 27 só chega ao nó de Alcoutim, situado a 8 quilómetros da vila, sendo a restante ligação assegurada pela EN 122-1. Com esta via, Alcoutim ficou a pouco mais de 20 minutos do litoral e das suas praias.

A Estrada Municipal 507, marginal ao Guadiana, é outra acessibilidade especialmente recomendada pelas magníficas paisagens que o rio e as suas margens proporcionam. Para quem vem de Mértola, pela EN 122, pode ser tomada logo a seguir à povoação de Santa Marta. Para quem vem do Sul, pela mesma EN 122, pode ser tomada uns quilómetros a seguir ao Azinhal. O IC27 também tem uma ligação à EM 507 assinalada com a indicação Foz de Odeleite.

Aeroportos próximos:

Aeroporto Internacional de Faro (FAO) - 95,8 km

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Onde ficar em Alcoutim

Alcoutim

A oferta hoteleira em Alcoutim é algo limitada pelo que, caso opte por este concelho como destino das suas próximas férias no Algarve terá que garantir o seu alojamento com alguma antecedência.

A melhor seleção de alojamento para férias em Alcoutim

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Gastronomia tradicional de Alcoutim

A gastronomia tradicional, que envolve pratos diversos confeccionados com produtos locais como o borrego e o porco, bem como a pesca artesanal continuam a ter importância. Tal como antigamente, ainda se produz mel e cultivam-se amêndoas e figos.

 

 

O que fazer em Alcoutim / o que visitar em Alcoutim

Alcoutim é uma verdadeira surpresa para qualquer visitante que acaba de chegar.

A atmosfera agradável marcada pela tranquilidade e pelos incríveis cenários do Rio Guadiana, que serve de fronteira natural com Espanha, com a aldeia espanhola de Sanlúcar de Guadiana à vista no outro lado é única.

Em Alcoutim muitas dos ofícios, como a tecelagem, a cestaria, a olaria, os bordados ou as bonecas de trapos, sobreviveram ao longo dos tempos.

Ermida de Nossa Senhora da Conceição (Alcoutim)

Ermida de Nossa Senhora da Conceição (Alcoutim)

A paisagem imponente do Rio convida-o a passear pelas ruas da vila, descobrindo em cada recanto a riqueza histórica e cultural herdada de povos e civilizações que passaram por esta região e nos deixaram marcas e influências ainda hoje visíveis no nosso património.

São séculos de história para contar, confirmados pela navegabilidade do Guadiana, a riqueza arqueo-metalúrgica da região e as lutas da reconquista cristã e de defesa da fronteira.

A Antiga Alfândega, a Casa Baluarte, a Casa dos Condes, a Capela de Santo António, o Castelo da Vila, o Cais Velho, o Castelo Velho, a Exposição "Alcoutim, Terra de Fronteira",  a Ermida de Nossa Sra. da Conceição, a Escadaria Barroca, a Estátua do Guarda Fiscal, a Estátua do Contrabandista, a Estátua do Pescador, a Igreja da Misericórdia, a Igreja Matriz de S. Salvador, a Muralha do Século XVII, o Mural de Azulejos, oNúcleo Museológico "Dr. João Dias" são de visita imperdível.

Capela de Santo António

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A  Praia Fluvial do Pego Fundo

Alcoutim

Alcoutim é magnífico, muita tranquilidade, cenários magníficos do Rio Guadiana, um meio rural de beleza única e, para aqueles que gostam de praias, encontra aqui a única praia fluvial existente no Algarve, o Pego Fundo.

Local de recreio e lazer por excelência, a Praia Fluvial do Pego Fundo, em Alcoutim, é atualmente um dos maiores atrativos turísticos do concelho.

Situada na ribeira de Cadavais, já próximo da foz com o rio Guadiana e a 500 metros do centro da vila de Alcoutim, é uma praia de areia dourada bastante bem equipada com um vasto leque de infraestruturas e serviços. Para além do apoio de praia, com bar, sanitário, duches, parqueamento automóvel e acessos adaptados para pessoas com mobilidade reduzida, a praia dispõe de um parque de merendas, com cobertura e mesas de madeira, um circuito de manutenção geriátrico, campo de voleibol e uma área para atividades lúdicas e desportivas.

É uma praia vigiada durante toda a época balnear, estando também equipada com um posto de primeiros socorros. A água que abastece a praia é proveniente da albufeira de Alcoutim, sendo renovada diariamente e atingindo, durante a época estival, temperaturas na ordem dos 28 ºC.

No ano 2003 foi a única praia fluvial do país a receber o galardão Bandeira Azul, ostentando igualmente, desde 2005, a bandeira que a qualifica como Praia Acessível.

O recinto envolvente à praia é palco de várias atividades culturais, lúdicas, ambientais e desportivas, sendo de destacar a realização da Feira de Artesanato e Etnografia de Alcoutim, que se realiza no mês de junho.

Alcoutim

Com uma excelente localização, junto à zona de expansão urbana e bastante próximo das unidades hoteleiras existentes, este espaço, abraçado pela natureza, assume contornos paradisíacos, sendo, sem dúvida, uma excelente escolha para passar memoráveis momentos de lazer e convívio.

 

 

Castelo Da Vila

Castelo de Alcoutim

O castelo mouro de Alcoutim é um dos seus mais famosos marcos históricos.

Castelo

A construção do Castelo de Alcoutim iniciou-se no reinado de D. Dinis, no século XIV, para defender a fronteira e controlar o comércio no rio Guadiana. A sua função militar manteve-se até 1878, momento em que o recinto amuralhado passa a funcionar como "açougue", ainda sob a alçada do ministério de guerra.

Castelo de Alcoutim

No ano de 1960, o monumento foi alvo de intervenção de consolidação e restauro por parte da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). A partir de 1992, a Câmara Municipal procedeu a um projeto de revitalização do castelo, o que resultou na sua classificação como Imóvel de Interesse Público por Decreto de 30 de Novembro de 1993, e nas primeiras sondagens arqueológicas no interior do recinto, com a construção do Núcleo Museológico de Arqueologia. Alberga também a exposição de tabuleiros de jogos islâmicos "Jogos Intemporais".

 

 

O Rio Guadiana

Guadiana

O rio Guadiana nasce na província espanhola de Ciudad Real, tem uma extensão total de cerca de 830km e torna-se navegável nos últimos 48 Km, entre o Pomarão e Vila Real de Santo António, onde a sua largura varia entre 100 e 500 m.

O Guadiana foi a via natural de acesso de sucessivos povos da bacia mediterrânica ao Sudoeste da Península Ibérica, que teriam conhecimento da riqueza mineral existente na região do Baixo Alentejo. Os romanos chamaram-lhe Ana ou Anas e os árabes juntaram-lhe Uádi (rio). Durante tempos foi conhecido por Odiana e hoje recebe o nome de Guadiana.

A navegabilidade do Baixo Guadiana até Mértola permitiu o intercâmbio comercial e cultural com as comunidades agro-pastoris do interior. O Guadiana passou a inscrever-se nas rotas comerciais do Mediterrâneo e do Atlântico. Ouro, prata, cobre, trigo, couro, azeite, mel, sal e pescado foram alguns dos produtos que animaram o tráfego fluvial durante dois milénios.

 

 

O Museu do Rio em Guerreiros do Rio

Museu do Rio

Situado a 8 Km a sul de Alcoutim, na localidade de Guerreiros do Rio, encontra-se o Museu do Rio. “Olhar o Guadiana Por Dentro” é a temática da exposição: o Rio Guadiana, a sua história, a ligação ao minério através do transporte fluvial, o património natural e cultural que lhe estão ligados, nomeadamente os tipos de pesca artesanal, a gastronomia e a atividade do contrabando durante o período do Estado Novo.

Em destaque, a exposição permanente (desde outubro de 2008) "Barcos Tradicionais do Baixo Guadiana", da autoria do Sr. José Murta. Trata-se de uma série de réplicas, em miniatura, dos barcos que circularam no baixo Guadiana, nas mais variadas atividades, até meados dos anos 60 do século XX.

 

 

O Miradouro do Pontal

Ponto privilegiado de observação da paisagem e da vegetação luxuriante das margens do Guadiana. Daqui o visitante poderá ter uma visão mais amplia do Guadiana e da suas margens.

 

 

Ruínas do Montinho das Laranjeiras

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Situam-se junto à estrada municipal nº 507, que segue junto ao rio Guadiana, a cerca de 10 km a sul de Alcoutim.

As ruínas deste local ficaram a ser conhecidas após a grande cheia do Guadiana, no ano de 1876. Em março do ano seguinte o arqueólogo Estácio da Veiga realiza no local a primeira escavação e conclui estar perante uma villa romana.

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A continuidade da investigação, a partir dos anos 90 do século seguinte, revelou que as ruínas do Montinho das Laranjeiras incluem três áreas distintas - a pars fructuaria, de época romana, a ecclesia visigótica e os buyut, islâmicos. O local teve, como tal, uma larga ocupação desde o século I a.C. até ao século XI/XII d.C.

Igreja Matriz de Martim Longo

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Para conhecer a identidade desta região algarvia na sua verdadeira essência terá que visitar o imenso interior do município de Alcoutim.

 

Vaqueiros

Vaqueiros

Ao percorrer as estradas do concelho irá encontrar o lado mais genuíno das suas gentes, parando nas aldeias e nos “montes”, pequenos aglomerados populacionais isolados na vastidão do território e caracterizados por uma arquitectura rural condicionada ao relevo, ao clima, às matérias-primas, à tradição e ao saber-fazer, onde se destaca a brancura do casario e paredes de xisto.

É neste cenário que irá testemunhar momentos de uma impressionante tranquilidade impar, onde reina a beleza silvestre da esteva numa paisagem agreste marcada pelo sol associados aos ruídos, aromas e cores do Algarve Natural, que atinge o máximo esplendor na Primavera. Este é um dos melhores momentos do ano para partir à descoberta do município.

Atrações como a Capela do Espírito Santo, Capela de Nossa Senhora da Oliveira, Casa do Ferreiro, Ermida de S. Bento, Ermida de Santa Justa, Ermida de São Sebastião, Ermida de São Domingos, Fonte da Parra, Igreja Matriz de Martim Longo, Igreja Matriz de Vaqueiros, Igreja Matriz de São Marcos, Igreja Matriz de Giões, Moinhos de Água dos Furadouros, Moinho de Vento do Pereirão, Menir do Lavajo, Núcleo Museológico 'Escola Primária', Ribeira da Foupana e Ribeira do Vascão são de visita essencial no Concelho de Alcoutim

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