Férias em Chaves

Chaves

Localizada no extremo norte de Portugal, a cidade de Chaves é um daqueles destinos cuja visita resulta numa experiência deveras gratificante.

Camara Municipal

Colonizada desde a época romana, Chaves foi erguida ao redor das fontes termais e deixaram para trás uma ponte de pedra que ainda tem suas inscrições em latim.

Onde ficar em Chaves

 

Praça de Camões

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O que fazer em Chaves / O que visitar

Avance mais de mil anos e chegará ao governo de D. Afonso I, filho ilegítimo do Rei de João I que foi pai da Casa de Bragança em Chaves. Esta dinastia governaria Portugal e Brasil até o século 20.

Em Chaves encontra um castelo, um punhado de igrejas sublimes, o palácio de Dom Afonso, que tem um museu da arqueologia romana da cidade e o que são literalmente as nascentes mais quentes de Portugal ou Espanha.

 

A não perder durante as suas férias em Chaves:

Ponte Romana de Chaves

Ponte Romana de Chaves

Também conhecida como Ponte de Trajano (em homenagem ao imperador), esta estrutura é da virada do século 2.

Como a maioria das pontes, ela precisou de manutenção e reconstrução ao longo do tempo, mas os arcos estão nas mesmas posições de 2.000 anos atrás, mesmo que alguns tenham sido engolidos pelas casas às margens do rio.

Os melhores indicadores da grande idade da ponte são as duas colunas comemorativas, ambas com inscrições em latim ainda legíveis.

Uma terceira coluna foi encontrada a montante do leito do rio em 1980 e está exposta no Museu da Região Flaviense.

 

 

Praça de Camões

Praça de Camões

Em Chaves, não há como evitar esta graciosa praça central, que se divide em paredes com casas antigas típicas e monumentos religiosos e cívicos. Não há um único edifício moderno para estragar a vista, você terá alguns terraços de café, se quiser ficar aqui por um momento.

Em frente à Câmara Municipal encontra-se a estátua de Dom Afonso I, duque de Bragança do séc. XV, que residia no Paço dos Duques de Bragança.

Ele deu início à dinastia que daria origem a uma longa linhagem de reis portugueses e imperadores do Brasil.

 

 

Museu da Região Flaviense

    Museu Flaviense

Os melhores monumentos e artefactos da cidade romana de Aquae Flaviae estão expostos neste museu na casa de D. Afonso I.

Este palácio data de 1446 e recebeu uma nova fachada no século XVIII.

Do período romano encontram-se as colunas coríntias, as estelas funerárias e o marco da ponte com inscrições descoberto no rio Tâmega em 1980. O museu também ilumina a rica pré-história da região, e a mostra tem 4.000 anos em tamanho natural. escultura em pedra com o contorno claro de uma mulher.

 

 

Igreja de Santa Maria Maior

Igreja de Santa Maria Mayor

Em frente à Câmara Municipal, na Praça de Camões, encontra-se a solene igreja paroquial da cidade, provavelmente logo após a Reconquista no século XII.

Assenta em alicerces visigóticos e apresenta um traçado românico com posterior requinte renascentista.

Você pode distinguir os elementos mais antigos, na torre do sino e no portal abaixo, ambos com cantaria primitiva.

O interior é bonito de uma forma rígida, com vigas de madeira no teto e paredes de granito nuas.

O principal adorno aqui é o órgão, que é barroco e tem uma caixa com talha dourada de querubins.

 

 

Castelo de Chaves

Castelo de Chaves

Esta majestosa torre quadrada é o último vestígio de um castelo construído no século X, quando Chaves era passada de um lado para outro entre as forças cristãs e mouriscas.

Foi concluído na virada do século 14 pelo rei Denis I, e tem um espectro de designs do Renascimento ao Gótico tardio.

As paredes em estilo Vauban abaixo são do século 17, com um lindo jardim no topo e ainda armadas com canhões.

No interior da torre encontra-se uma coleção de artefactos militares, podendo-se subir quatro lances de escadas para contemplar entre os merlões da cidade e as altas paisagens de Trás-os-Montes.

 

 

 

Igreja da Misericórdia de Chaves

Igreja da Misericórdia de Chaves

Também na Praça de Camões está esta exuberante igreja barroca do século 17, anteriormente anexada ao hospital da cidade.

A fachada é imponente, com três arcos e colunas solomônicas e, embora o interior seja pequeno, há muitas coisas para chamar sua atenção.

As paredes da nave apresentam azulejos azuis e brancos do século XVIII, do chão ao teto, evocando passagens bíblicas.

Acima da entrada há uma estátua de Cristo que é usada nas procissões da Semana Santa de Chaves, e depois há o clássico altar de talha dourada, uma assinatura das igrejas barrocas do norte de Portugal.

 

 

Jardim Publico de Chaves

Jardim Publico

O parque público mais antigo de Chaves fica na margem esquerda do Tâmega e foi doado à cidade pelo banqueiro Cândido Sotto Mayor no início do século XX.

Essa boa ação foi reconhecida com um busto do homem que você pode ver no shopping principal do parque.

Muito antes de se tornar pública, esta terra foi plantada com árvores decíduas e coníferas, que têm séculos de idade.

Há cedros altos à beira do rio e um coreto de doce forjado.

Mas talvez o melhor motivo para parar para tirar uma foto da Ponte Romana rio acima.

 

 

Forte de São Neutel

Forte de São Neutel

Na periferia norte da vila, este forte do século XVII é um dos de Chaves.

O outro, o Forte de São Francisco, é hoje uma pousada. O Forte de São Neutel foi erguido durante a Guerra da Restauração Portuguesa em meados do século e tem uma configuração de estrela ao estilo Vauban.

Porta de São Neutel

Se você se inspira na arquitetura militar, vai querer inspecionar os recursos inovadores da época, como os revelins, bastiões e rampas.

No recinto principal existe uma bonita capela maneirista, uma inscrição comemorativa na entrada e um poço no fosso interior.

 

 

Nascentes quentes

Nascentes

A lendária Primavera de Chaves surge no Jardim do Tabolado, na margem direita do Tâmega e junto ao bairro medieval.

Sai a uma temperatura quase escaldante de 73-76 ° C, a mais quente de todas as primaveras da Península Ibérica.

A água é ligeiramente carbonatada, com uma composição alcalina considerada boa para problemas de pele, hipertensão e problemas digestivos.

Você pode refletir sobre a jornada que essa água fez para chegar até este ponto, sendo forçada de uma profundidade insondável por várias camadas de rocha ígnea.

Você pode descer do jardim até o rio, onde as pedras permitem que você atravesse a água.

 

 

Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso

Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso

Álvaro Siza Vieira é um dos tesouros nacionais de Portugal e contribuiu com edifícios históricos em todo o mundo.

Recentemente, foi contratado para conceber este elegante museu na margem direita do Tâmega, em homenagem ao igualmente venerado pintor abstracionista geométrico Nadir Afonso, natural de Chaves.

O museu foi inaugurado em julho de 2016 e trata exclusivamente da obra de Afonso, dividindo-a nas suas várias fases, desde o surrealismo dos anos 1940 ao seu período “fractal” no início do século XXI.

Há um vídeo-apresentação sobre a vida e carreira de Afonso, para os não iniciados.

 

 

Pedra Bolideira

Pedra Bolideira

Na zona rural a leste de Chaves existe um estranho fenómeno natural rodeado por uma natureza imaculada.

A Pedra Bolideira é uma pedra gigantesca de granito empoleirada na rocha abaixo de tal forma que uma única pessoa pode fazê-la balançar para frente e para trás.

Você pode se inclinar e empurrar com as mãos ou deitar e usar as pernas.

É uma sensação bizarra mover algo que deve pesar pelo menos dez toneladas com tanta facilidade, e há muito carinho local por essa curiosidade.

 

 

Vinho dos Mortos

Vinho dos Mortos

A vila vinícola de Boticas a oeste de Chaves tem uma curiosa tradição de enterrar o seu vinho.

Isso começou durante as Guerras Peninsulares, quando a vila escondeu suas garrafas na terra para evitar que fossem saqueadas pelo exército de Napoleão.

Quando o vinho foi finalmente retirado, os moradores descobriram que ele tinha envelhecido melhor e chamaram a bebida de vinho dos mortos. A tradição persiste, e a ausência de luz e temperatura constante no subsolo conferem ao vinho uma leve gaseificação.

Você pode comprar uma garrafa na cooperativa agrícola da vila.

 

 

Turismo Spa

Spa

Chaves renasceu como estância termal no final do século XIX e continua a atrair turistas para as suas águas salubres.

Se quer fazer como os romanos, as Termas de Chaves ou Spa do Imperador são o seu porto de abrigo para tratamentos de spa ou simples relaxamento.

O cardápio é extenso e variado, envolvendo opções bizarras e mais convencionais: tem hidroterapia, hidromassagem, duchas Vichy, diatermia, diversos tratamentos de ducha, além de diversos tipos de massagens.

 

 

Castelo de Monforte

Castelo de Monforte

Outro espetacular Monumento Nacional pode ser encontrado a apenas dez quilómetros de Chaves.

Apesar de estar abandonado este castelo encontra-se em muito bom estado de conservação, e contrasta com o vale das Águas Livres e a aldeia de Águas Frias.

Tal como o Castelo de Chaves, Monforte foi reforçado durante o reinado de D. Dinis I e no seu apogeu a torre de menagem era guardada por três grandes torres.

Estes tornaram-se obsoletos e foram substituídos por baluartes para a Guerra da Restauração portuguesa no século XVII, e desde esse conflito o local tem estado em ruínas, com pequenas intervenções ao longo dos anos para evitar o colapso.

 

 

Gastronomia local

Gastronomia Local

O presunto de Chaves é incontornável quando se fala de comida em Chaves. Curado a seco, o presunto de Chaves está entre os melhores presuntos do mundo.

É produto dos invernos frios da região, já que, no passado, os fogos domésticos precisavam ser acesos o tempo todo, e o fumo seria usado para defumar a perna do presunto por meses a fio.

O mesmo método foi usado para enchidos locais curados como alheiras.

Essas carnes frias são ótimas como lanches, entradas ou usadas para rechear trutas assadas.

A carne é o ingrediente principal de quase todos os pratos, desde cabrito assado à caçarola Transmontana, feita com vários cortes de porco e vegetais.

O pastel de Chaves é uma massa folhada recheada com vitela no estilo tradicional, ou com queijo, presunto ou chocolate nas versões mais recentes.

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